terça-feira, 9 de dezembro de 2008

pissed off.


pq não me deixas em paz, simplesmente? pq é assim tão dificil aceitar que o problema é meu?
achei antes que eras só alguém pra me alertar, que eras alguém que achava mesmo que eu poderia me machucar e queria ajudar, mas não é isso.
tu sabes disso.
é assim tão prazeroso me fazer pior? será que é vontade de estar no meu lugar? no lugar dele?

me deixa quebrar a cara, me deixa sofrer, me deixa ser o que eu ou ele quiser que eu seja. deixa rirem, deixa falarem mal, deixa qualquer coisa!

eu espero, de verdade, que isso te faça bem. pq, se não fizer a quem está fazendo?
pq não te mostras e falemos de pesares e futuros incertos, ao invés de ficar te escondendo atrás de pontos de interrogação?
se ainda assim preferires os pontos, te dou o direito de réplica, e depois, não terás mais por onde me dizer tantas coisas baixas.

passar bem.

sábado, 22 de novembro de 2008

das crônicas da menininha.


era de porcelana e por isso se fazia em cacos.
defazia-se em gritos de desespero e medo.
tinha toda a sua vida pra decidir, toda o seu futuro de mocinha pra traçar, mas não queria..
nao podia ser naquela hora. ela sentia-se ainda menor e só queria ficar um pouco sozinha.
e foi bem aí, aí mesmo, que um passado se tornou o seu presente.
tudo cheirava a goibas frescas e o natal fez-se muito mais pra se esperar.
mas pra menininha as coisas não são assim fáceis. existe um longo e cansativo caminho pra se percorrer.

in far far way kingdom

terça-feira, 28 de outubro de 2008

de "as crônicas da menininha"


comeu de uvas doces e amargas. assistiu anjas e paLavras proibidas.
pensou que seria sua vez, aquela noite. diz-se-ia ser só seu, mas dela só queria metade.
ele não a queria, não só a ela. sentiu dilacerarem-na e a pele e se desfez em carne.
mentiu verdades escondidas, se sentiu suja e se manteve inerte por tempos. depois deixou levar-se pelos momentos seguintes -é o vinho, com certeza.
fingiu que era com ela que ele falava, fingiu que era pra ela todo aquele empenho. sorveu todo o amor que ele não dava pra amenizar toda aquela dor.
dormiu. agarrada em seus anseios e sofreres. dormiu. abraçada nele, fingindo ser pra ela que ele arfava.
acordou com sol já bem alto, sentiu o frio amortecer seu nariz, fingiu dormir por um minuto ou dois, tentando, desesperadamente, apagar a noite anterior. viu-se de vestido e ternura, agora sozinha nos edredons sem vida. ele estava lá. de inocente. sabia da maioria dos porem's, mas não se importava.
e a menininha? voltou a escrever.

domingo, 28 de setembro de 2008

baby steps.


As coisas vão bem. Não tanto quanto deveriam, mas vão.
Devagar as coisas se ajeitam, devagar eu vou deixando, o que não me faz bem, pra trás.
Só com baby steps vou conseguir o que eu quero...e até descobrir o que quero.
I just want to be happy, mas me contento, por hora, com alguns C's e D's, algumas terças-feiras cinzentas e uma ou outra flor colorida no caminho.
"Baby steps, out of the room. Baby steps to the elevador. Baby steps, along the street. Baby steps to live my life. Baby steps to be happy."

terça-feira, 16 de setembro de 2008

delirium.


Me deixe ser quem sou.
Não falo mais de antes, pelo menos não falava. Quero minhas primeveras de volta, meu acalento e meu bem.
Ah, se tu soubesses do que falo. Nem ao menos saberás, não agora. És apenas um, perdido em meus vagares solitários. És donado, e pq queres o és. Mas de mim querias o sulco, de mim queres juventude e vividez, que eu e só eu tenho.
Que os meus olhos se percam em verde se eu não te quiser mais, pois és o meu novo e velho problema, -eu só não o via-
és meu delírio.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Abbacrombie.


~To abba, lovely biter and wonderful son.
*25/11/07 †20/03/08
E como em memórias póstumas, eu não sei se começo pelo começo ou pelo fim. Afinal foi uma vidinha tão curtinha que dá até pra contar nos dedos. Então, vou começar pelo início. Chegaste do nada e foste a melhor coisa que já me aconteceu. Adoravas latir para pedir colo. Ah, como latias. Latias para subir na cama, para conseguir um pedacinho de manga ou uma pipoquinha doce. Mas aí, a mamãe aqui ensinou que latir não era educado, e como o bom filho que eras aprendeu rapidinho. Ficavas parado só olhando para o objeto de desejo até que conseguisse, com os olhinhos pretos e pequeninos cheios de ternura.
E mordias, mordias tudo. Acho que mordias mais do que latias. Mordias para brincar, para afiar os dentes, para rasgas papel, mas nunca, nunca mesmo, para machucar. Não gostavas de remédios, mas aprendeste a tomá-los bem quietinho, nem mesmo tentavas mais te desvencilhar de mim... Ta, só um pouquinho.
Eras cheio de regalias. Dormias numa cama só tua e só comias leite condensado. E eu poderia fazer teu leite pro resto da minha vida, ou da sua. E afinal, acabei que o fiz mesmo.
E se chega o fim.
Então, um dia, eu fui dormir fora. Quando minha mãe me ligou –mas tão tarde?- dizendo que tinha uma notícia não muito boa pra me dar, meu mundo caiu. Ela nem precisava ter dito mais nada. Tu te foste. Nem as estrelas se atreveram a aparecer depois de tamanha notícia. O céu nublou-se junto com a minha alma. Eu pediria, egoísta como sou, que esperasses ao menos eu voltar pra casa, pra eu te ver pelo menos mais uma vez. Mas acho que assim foi melhor, posso lembrar de ti como o melhor e mais sem noção companheiro de todos.
Comer goiaba nunca mais será o mesmo, porque tu não estarás lá pra eu dar a parte de cima. Nem me deitar na cama, porque não estarás lá pra pedires pra subir. E os planos futuros? Ias comigo pra onde eu fosse, sabes disso, te contei tantas vezes. Achei que íamos crescer juntos e que viajaríamos juntos. Mas não foi assim, foste cedo demais.
Sabe do que eu mais vou sentir falta? De quando eu chegava em casa e te chama de “pretinho” com voz de criança e tu ficavas todo serelepe, ah, eu vou morrer de saudades. Eu te amei e ainda te amo. Eu não acredito nessas coisas de céu e tudo o mais, mas eu nunca desejei tanto que isso existisse pra tu poderes estar lá e eu saber que estás bem e melhor do que estavas quando ainda estavas aqui, do meu lado.
“...you’re the cutest thing I’ve ever seen, like a Ted bear on heroin”
I’m missing you a lot.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

meu lar.


o dia foi longo, como os outros dias que se passaram.
pesado, quase sufocante. me guardei dentro de mim e do meu quarto escuro.
dormi o sono mais penoso, por toda a tarde. acordei, com ainda mais penumbra a minha volta.
sentia o mal humor fluir de minha pele, como se fosse um perfume. o senti doce, tentando me acalentar.
poderia não ter saído do quarto até de manhã, poderia nem ao menos ter falado com mais ninguém, mas resolvi passar pelo cozinha à procura de algo pra saciar minha angustia. foi então, que lá de fora, veio a mulher que mais amo na vida. receei que acabasse por tratá-la mal, já que o controle do mal humor não me foi dado. e ela, com seus olhos cansados de mãe, com o cabelo desarrumado de passar o dia atarefada, veio, passou por mim em direção à geladeira e me deu, com os olhos brilhantes e um meio sorriso, dois brigadeiros.
- Escondi aqui pra que ninguém comesse. Comprei pra ti quando saí.
achei que choraria. foi a coisa mais linda que alguém fez por mim, em dias. ela comprou pra mim e só pra mim, comprou pra me agradar e pq sabe o quanto eu gosto.
foi aí que lembrei do quanto eu a amo, do quanto ela preza por mim. não foram meros brigadeiros, foram a felicidade em forma de doce. ela me fez sorrir como eu não sorria há tempos

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

desespero.


Se arrumou. Lavou-se de maracujá e pitangas.
Vestiu seu azul mais bonito, nadou no mar de perfume, que lhe cabia.
Saiu pra esperar que chegasse.
Chegou.
O perfume se esvaiu, seu azul desbotou, seus maracujás e pitangas foram de doce
ao fel. Não se viu nem nos puxados nem nos lisos.
Ficou com seus F#, C e Am e chorou, quando ninguém olhava.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

=:


a menininha se cansou.
cansou-se de lutar por propósitos inválidos, por guerras perdidas e por sonhos que não importavam mais. pensou em se entregar, mas não queria dar esse gosto ao lado oposto, preferiu manter-se ali e regenerar-se por si só.

a menininha se enganou.

achou que azul fosse a cor certa, achou que viver era simples e que as pessoas, não

todas, uma parte delas, fossem verdadeiras. ah, a menininha se enganou. e agora não sabe mais em quem confiar, se é que já se pôde confiar em alguém. sobraram só bach e bidù, que guardam todos os seus segredos mais obscuros.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

F*ck you.


~




thats enough.

None of this.


Nowhere with no clouds and winds
with no steps and cups
with no thoughts and nothing


So far you couldn’t reach

So cold you couldn’t breath²

Still paining and kissing (no more)

with no thoughts and nothing


Let’s start singing with no rhythm

Blushing and vanishing, tearing and screaming


My tummy feels like redemption

with no nothing and no thoughts.

(no more)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

golden bubbles.


e então se fez manhã. da noite cinzenta e fria do quarto da menininha.
sonhou com bolhas-de-sabão e manteiga e vestiu-se de anjo pra encarar o dia.
matou seus monstros e pesares, subiu de salto e desceu à pé.
os passaros se calaram ao ver tamanha pequeniníce e levaram frutas, almas e poesia pra prender seus cabelos azuis.
numa rajada de extase se viu tomada pelo vento do leste e caiu de joelhos naquele chão frio.
comeu com suas próprias mãos o que era ser mulher,
levantou-se e foi.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Horribleland


Tomaste do meu chá, comeste meus biscoitos. Então fugiste com a rainha de copas, mataste o coelho branco e roubaste Diná.
E agora eu pinto minhas rosas brancas com o carmim que ainda me sobra, salpico o chão de rubro pra esconder o amargo.
Viva tua rainha de copas.
Não venha agora me falar de fugir, muito menos de couves e de reis, minha época de ostra se foi, junto com aquela porta.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Paz.


Vem, entra. Diz que tá tudo bem, diz que vai ser assim e não mais do jeito errado. Me dá a mão. Me mostra o caminho das águas, pq das pedras não quero mais saber. Mexa no meu cabelo e afague meus pensamentos, dorme e me dorme. Não, não tenha medo, deixe que eu o tenha por nós, mostra tudo de ti e me invade por ser assim tão... tão meu.
Sim, mas há condições. Não me venha com tolices que por sí só és um e um completo. Seja por deus ou por vontade, que seja, mas seja logo.
Não, não vai embora. Agora é tarde e eu mal comecei. Insistes em fugir de tudo isso, mas sabe que nada vais ter quando fechares essa porta. Não, não vai embora, faz mais uma vez a coisa com as palavras, de me ver vermelha e toda prosa, de acalentos e meninices.
Vai, agora é tarde e eu mal comecei. Vai e fecha a porta, nem que eu queira quererei ver-te de novo.

E de que adianta ter falado tudo, ter chorado tudo, se nem estavas aqui?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

então é isso


Não, não sei mais. Não sei o que é, nem sei se é, e isso ta me consumindo, e muito, na verdade, muito mais que isso. Será? Não, não é. E nem vai ser, não mais. E eu? Vou continuar e seguir, como eu sempre fiz e sempre vou fazer. E o que vai acontecer? Não sei, não mesmo. Mas não me importa mais, nem sei se já importou um dia. Que se foda, então, já que assim quiseram. Meus olhos ardem e vão continuar ardendo por mais um tempo, mas o que eu poderia fazer? Esperar, no momento, é o melhor a fazer. Let’s start praying and let it be.