sexta-feira, 13 de março de 2009

das crônicas da menininha.


a menininha está sem chão.
os problemas só crescem e mais aparecem,
vindos em matilhas.
pensa em pintas; em sorrisos problemáticos; em incensos de gotas; em dragões viajantes; em coringas de copas, paus, espadas e ouros; em piercings no nariz e óculos de flor.
mandou que sacrificassem alguns animais silvestres;
gatos do mato, suricates e alguns gorilas.
achou que, talvez, os deuses à aliviassem. mas não foi assim.:
eles mandaram tais fantasmas de volta. mandaram que a seduzissem e que a fizessem cair novamente.
foram bem sucedidos.

ela nem sabe que caminho tomaria.
já não dorme mais como antes.
lida muito bem com os pesadelos. o problema são os sonhos de gramados verdes e felizes.
sonhos normais, de vidas tranquilas.
quando acorda percebe que ainda está na escuridão de seu quarto e ainda é quem ela é. ainda é ela.
isso a mata aos poucos.

fazia tempo que a menininha não se sentia tão só.